O Sermão do Monte

O Sermão do Monte: O Apogeu da Tarefa Messiânica de Jesus O Sermão do Monte é, sem dúvida, um dos mais importantes discursos de Jesus e representa o verdadeiro ápice de sua missão na Terra.Transmitido com simplicidade, mas também com profunda sabedoria, esse discurso é um convite claro e poderoso à transformação espiritual. […] Nele, Jesus apresenta princípios éticos e morais que não apenas transcendem as práticas religiosas convencionais, mas também tocam o coração humano. Sua mensagem promove, ao mesmo tempo, a verdadeira felicidade e a elevação moral. O Chamado à Evolução Moral no Sermão do Monte O Sermão do Monte, como está registrado no Evangelho de Mateus, capítulos 5, 6 e 7, reúne ensinamentos marcantes, incluindo as Bem-aventuranças e orientações sobre humildade, paciência, misericórdia e amor ao próximo. Diferentemente de outros discursos da época, Jesus não promete recompensas materiais ou imediatas. Pelo contrário, Ele aborda uma felicidade muito mais profunda e duradoura, fundamentada na prática das virtudes e no desenvolvimento do espírito. Nas Bem-aventuranças, Jesus destaca que os “pobres de espírito”, “os que choram” e “os que têm fome e sede de justiça” são verdadeiramente bem-aventurados. Segundo Ele, essas pessoas encontram a verdadeira paz interior, mesmo enquanto enfrentam desafios terrenos. Cada bem-aventurança representa, por outro lado, um convite claro ao autoconhecimento e à superação das paixões e desejos materiais. Esse conjunto de ensinamentos é considerado, para muitos, o ponto culminante de sua tarefa messiânica, pois apresenta os princípios essenciais que guiam a evolução do Espírito. O Sermão do Monte: Um Marco na Missão de Jesus Sem dúvida, o Sermão do Monte é o ponto culminante dos ensinamentos de Jesus, sendo amplamente reconhecido como o ápice de sua missão na Terra. Nesse discurso transformador, Ele revela a essência de seu amor incondicional por toda a humanidade. Jesus desafia diretamente as convenções da época, indo contra valores que, até então, priorizavam poder, riqueza e aparências. Em vez disso, Ele nos ensina a amar os inimigos, a perdoar de forma genuína, a buscar a paz e a renunciar ao egoísmo. Esses valores tornam-se, assim, a base de sua mensagem profundamente revolucionária. A Universalidade dos Ensinamentos de Jesus Os ensinamentos do Sermão do Monte possuem um caráter universal que vai além de questões puramente religiosas. Eles tocam a essência moral e espiritual de todos os seres humanos. Jesus não veio apenas trazer promessas materiais ou conquistas passageiras. Pelo contrário, Ele apresentou o caminho seguro e verdadeiro para a liberdade espiritual. Sua mensagem nos lembra constantemente que a lei de Deus está escrita em nossos corações. Portanto, ao vivermos em paz, amor e compaixão, tornamo-nos dignos do “Reino dos Céus”. No Sermão do Monte, Jesus sintetiza a mensagem divina de forma clara, direta e acessível. Ele coloca o amor como o fundamento principal das relações humanas, convidando-nos a sermos pacificadores, puros de coração e compassivos em todas as circunstâncias. A Perspectiva de Gandhi sobre o Sermão do Monte Mahatma Gandhi, conhecido líder espiritual e pacifista, admirava profundamente o Sermão do Monte. Ele chegou a afirmar: “Se toda a literatura sagrada da humanidade se perdesse e fosse possível salvar apenas uma passagem, eu salvaria o Sermão da Montanha.” Para Gandhi, os ensinamentos contidos nesse sermão representavam a base sólida da prática do amor e da não-violência. Ele via no Sermão do Monte a essência do conceito de ahimsa (não-violência), um princípio que guiou sua vida e ações. As passagens sobre “dar a outra face” e “amar os inimigos” inspiraram Gandhi a resistir sem violência e a promover mudanças por meio do amor, da coragem e da compaixão. Ele considerava essas orientações não apenas um guia pessoal, mas também uma forma eficaz de alcançar justiça sem ódio ou vingança. Para Gandhi, o Sermão do Monte era mais do que uma filosofia. Ele o via como um caminho prático de transformação interior e social, com potencial para romper barreiras de intolerância e promover paz nas relações humanas. O Sermão do Monte: Roteiro de Vida e Evolução Espiritual O Sermão do Monte continua sendo, tanto para o Espiritismo quanto para outras tradições, um verdadeiro roteiro de vida e evolução espiritual. Jesus nos apresenta, de maneira clara e direta, um ideal de comportamento. Ele nos convida a transcender valores terrenos em busca de uma felicidade genuína, fundamentada na paz interior e na consciência tranquila. A visão de Gandhi reforça que o Sermão do Monte é uma mensagem viva e atemporal. Ao ultrapassar barreiras culturais e religiosas, ele valoriza o perdão, a humildade e o amor ao próximo. O Chamado à Prática dos Ensinamentos do Sermão do Monte O Sermão do Monte representa o ápice da tarefa messiânica de Jesus, pois nele estão contidos princípios capazes de transformar o ser humano profundamente. Esse discurso nos direciona para o verdadeiro sentido da vida. Ele é, portanto, um convite claro ao exercício do amor universal, à renúncia do orgulho e à busca da paz. A admiração de Gandhi reforça a universalidade desses ensinamentos e sua importância como guia moral para toda a humanidade. É um chamado poderoso para vivermos em harmonia com as leis divinas, compreendendo que a felicidade genuína só é possível quando cultivamos bondade, paciência e respeito por todos. Seguir os ensinamentos do Sermão do Monte é, portanto, construir um mundo mais justo e compassivo, como idealizado por Cristo e admirado por Gandhi. Que possamos transformar esse roteiro de vida em prática diária, avançando em nossa jornada espiritual com confiança e determinação. >> Mais artigos…
O Reiki e o Espiritismo: A Integração entre as Terapias

O Reiki e o Espiritismo são práticas que, de forma complementar e integrada, se harmonizam perfeitamente, unindo, portanto, a ciência da energia vital à filosofia espiritual. Neste artigo, iremos, então, explorar como o Reiki, sendo uma terapia integrativa e complementar, alinha-se, de maneira clara e consistente, aos princípios do Espiritismo, oferecendo, assim, um caminho repleto de possibilidades para a cura e a evolução espiritual. O Reiki, de maneira especial, pode reequilibrar as funções dos chakras, harmonizar os corpos energéticos e restaurar padrões de saúde. Enquanto isso, o Espiritismo, por sua vez, contribui com uma compreensão mais ampla e profunda do universo espiritual. O Reiki e o Espiritismo: Uma Abordagem Integrada para a Cura O que é Reiki: O Reiki é, acima de tudo, uma terapia energética que atua reequilibrando as funções dos chakras e harmonizando, de maneira integrada, as camadas sutis dos corpos energéticos. A principal teoria do Reiki afirma que o praticante se torna, por conseguinte, um canalizador da energia universal, aplicando-a com o propósito claro de promover tanto a cura quanto a proteção. A Base da Estrutura Energética Essa energia universal constitui, sem dúvida, a base de toda estrutura energética, abrangendo desde o micro até o macrocosmo. Além disso, essa energia é dispensada sob uma orientação mento-magnética que guia todo o processo. O Espiritismo e a Compreensão das Energias Sutis O Espiritismo, conforme codificado por Allan Kardec, ensina, antes de tudo, que somos seres espirituais vivendo uma experiência material. Além disso, afirma que toda matéria é permeada por energia. Os espíritas, assim, reconhecem a existência de fluidos espirituais que influenciam diretamente nossa saúde e bem-estar, conceitos esses que, por sua vez, se alinham de forma notável com a prática do Reiki. Como o Reiki e o Espiritismo se Complementam? A Energia Universal e a Caridade Espiritual O Reiki e o Espiritismo compartilham, acima de tudo, a visão de que a energia universal está sempre disponível para todos e pode ser utilizada, de maneira positiva, para o bem comum. No Espiritismo, a caridade é um princípio fundamental, sendo que, nesse contexto, a prática do Reiki pode ser considerada um ato de caridade espiritual, onde o praticante doa energia para, assim, auxiliar na cura e no bem-estar dos outros. A Cura dos Corpos Energéticos No Espiritismo, a cura não se limita, de modo algum, ao corpo físico. Ao contrário, ela envolve também o perispírito e as energias sutis que, continuamente, nos envolvem. De forma semelhante, o Reiki atua diretamente nos corpos energéticos, equilibrando os chakras e restaurando, portanto, a harmonia entre corpo, mente e espírito. O Papel dos Médiuns e do Praticante de Reiki Os médiuns espíritas e os praticantes de Reiki têm funções que, em muitos aspectos, são semelhantes, especialmente no papel de canais de energia. No Espiritismo, o médium atua como um intermediário entre o mundo espiritual e o material. Da mesma forma, o praticante de Reiki canaliza a energia universal para, dessa maneira, promover a cura. O Reiki e o Espiritismo como Caminhos de Evolução O Reiki e o Espiritismo oferecem, de maneira complementar, caminhos para a evolução espiritual e a cura energética. Ao integrar, portanto, a prática do Reiki com os ensinamentos espíritas, é possível alcançar um entendimento mais profundo da nossa natureza energética e espiritual. Isso promove, como resultado, não apenas a cura física, mas também a transformação interior. A prática conjunta de Reiki e Espiritismo pode trazer benefícios significativos, tais como: Mais Benefícios da Associação entre o Reiki e o Espiritismo O educador espírita e pesquisador sobre psiquismo e práticas energéticas, Sidney Cabral […], criador do Curso Vida Desperta com Reiki, enfatiza, em suas aulas, a necessidade de os alunos terem como foco o Gainen e o Gokkai. Como mestre de Reiki, ele esclarece que, à medida que se exercitam nesses princípios e pilares, os praticantes atingem, consequentemente, uma maturidade consciencial muito além do senso comum. >>Mais artigos…
A Jornada de Allan Kardec na Codificação da Doutrina Espírita

A Jornada de Allan Kardec na Codificação da Doutrina Espírita A Jornada de Allan Kardec na Codificação da Doutrina Espírita […] representa um marco histórico no pensamento religioso do século XIX. Com conceitos estruturantes como a imortalidade da alma, a reencarnação e a comunicação com espíritos, Kardec apresentou uma filosofia transformadora que impactou milhões de pessoas em diferentes partes do mundo. Para compreender o Espiritismo de forma completa, é fundamental explorar a vida de Allan Kardec, sua formação educacional e as parcerias que foram essenciais para a construção dessa doutrina. Neste artigo, você conhecerá a história de Kardec desde sua infância, sua carreira como educador e cientista, e detalhes importantes, como o encontro com figuras-chave e a origem do pseudônimo “Allan Kardec.” Formação de Allan Kardec A Jornada de Allan Kardec na Codificação do Espiritismo começou muito antes de seu envolvimento com os fenômenos espirituais. Ele nasceu em 3 de outubro de 1804, em Lyon, França, como Hippolyte Léon Denizard Rivail. Sua família, de classe média, dava grande importância à educação. Com apenas 10 anos, foi enviado ao Instituto Pestalozzi, em Yverdun-les-Bains, Suíça. O instituto era conhecido por seu método educativo inovador, baseado no desenvolvimento integral do indivíduo. Pestalozzi, o fundador, promovia o aprendizado por meio de observação, experimentação e raciocínio crítico. Rivail aproveitou ao máximo essa formação, adquirindo uma sólida base em ciências e humanidades. Ele dominava idiomas como alemão, inglês, espanhol e italiano, além de seu francês nativo. Essa educação abrangente foi crucial para sua futura carreira como educador e, posteriormente, como codificador do Espiritismo. Aliás, caso você tenha interesse em aprofundar seus estudos, recomendamos a leitura do artigo “Aprimoramento dos Métodos Espíritas”, que explora práticas e análises voltadas ao desenvolvimento espiritual. A Jornada de Allan Kardec na Codificação: Carreira de Educador e Cientista Após concluir seus estudos, Rivail retornou à França e estabeleceu-se em Paris como educador e escritor. Ele destacou-se por seus livros didáticos sobre gramática, pedagogia e aritmética, que eram amplamente elogiados por sua clareza e praticidade. Foi em Paris que ele aplicou os métodos avançados de ensino que aprendera no Instituto Pestalozzi. Para Rivail, a educação precisava ir além do simples repasse de conteúdos. Ele incentivava seus alunos a desenvolverem habilidades analíticas e a compreenderem profundamente os fundamentos das disciplinas estudadas. Além disso, Rivail demonstrou interesse em magnetismo, assim como outras áreas científicas. Essa base científica sólida foi essencial quando ele começou a investigar os fenômenos espirituais, abordando-os com o mesmo rigor de suas pesquisas acadêmicas. O Encontro com o Espiritismo e as Mesas Girantes Na década de 1850, Rivail tomou conhecimento do fenômeno das mesas girantes, que intrigava a sociedade parisiense. Inicialmente cético, ele decidiu investigar de forma criteriosa. Foi apresentado às sessões por Fortier, um magnetizador amigo, e começou a frequentá-las regularmente. Ao observar respostas inteligentes e profundas vindas dos fenômenos, Rivail percebeu que havia algo além do movimento físico das mesas. Ele desenvolveu um método rigoroso de questionamento para validar as comunicações espirituais. Essas investigações culminaram na publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857, que consolidou a base doutrinária do Espiritismo. Colaboradores Essenciais Durante suas pesquisas, Rivail contou com médiuns como Ermance Dufaux. Ela se destacou por sua mediunidade confiável, contribuindo com mensagens espirituais que enriqueceram a codificação. Além disso, sua esposa, Amélie Gabrielle Boudet, desempenhou papel vital, apoiando Kardec tanto moral quanto materialmente. Após a morte de Kardec, Amélie continuou promovendo e preservando seu legado, garantindo que o Espiritismo permanecesse vivo e acessível para futuras gerações. O Pseudônimo Allan Kardec O nome Allan Kardec surgiu de uma revelação espiritual durante uma sessão mediúnica. Foi informado a Rivail que, em uma vida anterior como druida celta, ele tinha usado esse nome. Adotá-lo simbolizava a continuidade de sua missão espiritual ao longo das eras. Esse pseudônimo também serviu para distinguir seu papel como codificador do Espiritismo de sua carreira como educador, além de protegê-lo das críticas da sociedade da época. Por fim, o trabalho de Allan Kardec deu origem a uma doutrina que busca aprimorar o indivíduo em aspectos intelectuais e morais, promovendo a felicidade e o progresso incessante. >>Ver mais artigos…
A Coleção “Segredos de Aruanda” de Robson Pinheiro: Uma Jornada Espiritual Profunda

Introdução à Coleção “Segredos de Aruanda” A coleção “Segredos de Aruanda”[1], escrita pelo renomado médium e autor Robson Pinheiro, oferece uma visão profunda e inspiradora do universo espiritual. Colaborando com o espírito Ângelo Inácio, Pinheiro apresenta temas como mediunidade, vida após a morte e espiritualidade afro-brasileira. Esses livros têm cativado leitores por sua abordagem esclarecedora, tornando-se indispensáveis para quem busca autoconhecimento e compreensão da vida espiritual. Robson Pinheiro e “Os Segredos de Aruanda” Quem é Robson Pinheiro? Robson Pinheiro é um médium e escritor brasileiro amplamente respeitado por suas contribuições ao entendimento da espiritualidade. Com décadas de experiência prática e estudos aprofundados, ele publicou diversas obras que transformaram a forma como as pessoas percebem o mundo espiritual. A coleção “Os Segredos de Aruanda” é um marco em sua carreira, consolidando seu papel como um dos autores mais influentes na literatura espírita. “Os Segredos de Aruanda” na Literatura Espírita A coleção aborda a colônia espiritual de Aruanda, um espaço de luz e paz onde espíritos evoluídos trabalham pelo bem da humanidade. Robson Pinheiro, em parceria com Ângelo Inácio, traz descrições detalhadas sobre a organização, os habitantes e a missão desse plano espiritual, oferecendo uma perspectiva rica sobre a vida após a morte. Principais Livros da Coleção: 1. “Aruanda” O livro inicial da coleção apresenta Aruanda, descrevendo suas estruturas, atividades espirituais e a interação entre os espíritos dessa colônia e os encarnados. 2. “Tambores de Angola” Nesta obra, Robson Pinheiro explora a conexão entre as religiões afro-brasileiras e o universo espiritual, destacando o papel dos guias espirituais e sua influência no equilíbrio energético. 3. “Senhores da Escuridão” Este livro mergulha nos desafios espirituais, apresentando como forças negativas e obsessores atuam, além de ensinar métodos para superar influências adversas. 4. “Aruanda 2 – Os Guardiões” Dando continuidade à série, a obra explora o trabalho dos guardiões espirituais, descrevendo suas missões de proteção e apoio tanto no plano físico quanto no espiritual. Temas Abordados nesta Coleção: Mediunidade e Desenvolvimento A coleção explica, de forma prática, como desenvolver a mediunidade com disciplina e estudo, mostrando sua importância para a evolução pessoal. Espiritualidade Afro-brasileira Com respeito e clareza, os livros abordam as religiões de matriz africana, enfatizando suas contribuições para o equilíbrio espiritual e a conexão com guias. Proteção Espiritual As obras ensinam como fortalecer a conexão com os guias espirituais e proteger-se de influências negativas, promovendo bem-estar e harmonia. Vida Após a Morte Com descrições vívidas e detalhadas, os livros ilustram a existência em colônias espirituais, oferecendo conforto e inspiração para entender a continuidade da vida. O Impacto da Coleção “Segredos de Aruanda” A coleção “Os Segredos de Aruanda” tem sido amplamente elogiada por proporcionar clareza e inspiração sobre a vida espiritual. Seus livros não apenas ensinam, mas também oferecem conforto, ajudando os leitores a enfrentar desafios com mais equilíbrio e esperança. A riqueza de informações contida na obra transforma a jornada espiritual em um aprendizado contínuo. Conclusão: A Relevância desta Obra A coleção “Os Segredos de Aruanda”, de Robson Pinheiro, é uma referência essencial para quem deseja aprofundar-se na espiritualidade. Seus livros, cuidadosamente escritos com o auxílio do espírito Ângelo Inácio, são uma fonte de conhecimento, conforto e inspiração. Ao explorar essa coleção, você embarca em uma jornada transformadora, que fortalece a conexão entre o plano espiritual e a vida cotidiana. >>Ver mais artigos…
Será o Ectoplasma Um Fluído Vital?

Será o Ectoplasma um Fluido Vital. Decerto o assunto demanda estudo e muita experienciação, pois assim como não existe uma maneira dita correta para aplicação da magnetização em terapêuticas espíritas, também há muita confusão entre os espiritistas ao tentar explicar o ectoplasma. O que veremos neste artigo? Neste artigo não temos qualquer intenção de doutrinar o tema, apenas queremos tecer úteis para um ponto de partida sob uma ótica mais científica quanto ao ectoplasma e sua ação magnética nos processo de cura. Ectoplasma é um termo que intriga tanto curiosos quanto estudiosos do espiritismo e fenômenos paranormais. A palavra vem do grego “ektos”, que significa “exterior”, e “plasma”, que significa “molde”. Ou seja, ectoplasma se refere a algo que é “modelado fora do corpo”. Ectoplasma no contexto espiritualista No contexto espiritualista, trata-se de uma matéria quase etérica, ou inteiramente etérica, que se desprende ou exsuda de médiuns durante manifestações espirituais. Essa substância é vista como fundamental para a ocorrência de fenômenos como materializações, levitações, e até mesmo as chamadas “mesas girantes”, que fizeram parte de muitas sessões mediúnicas ao longo da história. Mas o que torna o ectoplasma tão especial? Ele é considerado uma ponte entre o mundo espiritual e o físico, permitindo que espíritos e outras entidades façam uso dessa matéria para interagir de forma palpável com o nosso plano. Pesquisadores pioneiros sobre o ectoplasma Um dos principais estudiosos a se debruçar sobre o ectoplasma e os fenômenos espirituais foi o doutor W. J. Crawford, um cientista natural que dedicou grande parte de sua carreira à pesquisa de fenômenos psíquicos. Em seus livros *The Reality of Psychic Phenomena*, publicado em 1916, *Experiments in Psychical Science*, de 1918, e *Psychic Structures*, de 1921, Crawford descreve com detalhes as experiências que realizou com médiuns. Crawford estudou principalmente fenômenos de levitação e pancadas de mesa, também conhecidas como “raps”, durante sessões mediúnicas. Ele acreditava que o ectoplasma desempenhava um papel central nesses fenômenos. Segundo suas pesquisas, o ectoplasma era liberado pelo médium e formava uma espécie de “estrutura” invisível, que se conectava fisicamente a objetos como mesas, permitindo que fossem erguidos sem qualquer contato visível. Para ele, essa estrutura era invisível, mas podia ser percebida em certos momentos, quando as condições do ambiente permitiam. Ectoplasma e os fenômenos físicos Os fenômenos de pancadas de mesa, ou raps, também foram alvo das pesquisas de Crawford. Essas pancadas eram sons que, supostamente, os espíritos faziam ao bater em mesas ou outros objetos, como uma forma de comunicação com os presentes. Assim como no caso das levitações, Crawford acreditava que o ectoplasma era a chave para que essas pancadas ocorressem, solidificando-se temporariamente para criar o som ou a vibração necessários para gerar as batidas. O que é interessante nas pesquisas de Crawford é o detalhamento minucioso que ele trouxe à investigação dos fenômenos psíquicos. Suas observações levantam hipóteses que, até hoje, geram debates entre espiritualistas e céticos. Segundo ele, o ectoplasma é uma substância essencial para que os espíritos possam interagir com o plano físico. Sem ele, muitos dos fenômenos de materialização, levitação e movimentação de objetos simplesmente não seriam possíveis. A má-fe humana em prejuízo das pesquisas sobre o ectoplasma No entanto, a pesquisa sobre ectoplasma não ficou isenta de críticas. Durante o século XX, muitos pesquisadores e cientistas mostraram ceticismo em relação a esses fenômenos. Houve casos documentados de fraudes em sessões mediúnicas, onde médiuns usavam truques para simular o ectoplasma e os fenômenos espirituais. Isso levantou dúvidas sobre a autenticidade de muitas experiências relacionadas ao ectoplasma. Ainda assim, as pesquisas de Crawford deixaram um legado importante. Embora alguns fenômenos tenham sido desacreditados, suas investigações sobre o ectoplasma permanecem como uma contribuição relevante para o estudo dos fenômenos psíquicos e da mediunidade. O interesse da parapsicologia e do espiritismo sobre o ectoplasma O ectoplasma continua sendo uma área de interesse para estudiosos do espiritismo e da parapsicologia. Em muitas abordagens espiritualistas, acredita-se que o ectoplasma seja utilizado em várias formas de manifestações mediúnicas, desde materializações de entidades até curas espirituais. A ideia de que ele serve como uma substância moldável, manipulada pelos espíritos ou pelo médium, segue fascinando pessoas em busca de uma compreensão mais profunda das interações entre o mundo físico e o espiritual. Constatou-se que a maior parte do ectoplasma se obtém comumente de um médium com potencial elevado de doação, embora seja suplementado por uma pequena porção extraída de todos ou da maioria dos presentes à sessão. Conquanto completamente invisível à vista comum, o ectoplasma pode, às vezes, ser perceptível ao tato. É descrito como viscoso, réptílico, frio, quase oleoso, como se a atmosfera estivesse impregnada de partículas de matéria morta e desagradável. Conclusões sobre as pesquisas Então, afinal, o que podemos tirar dessas pesquisas? A ideia de que existe uma substância invisível, que pode ser manipulada para criar fenômenos aparentemente impossíveis, continua a inspirar questionamentos sobre os limites da ciência, da espiritualidade e da nossa compreensão sobre a natureza da realidade. Para alguns, o ectoplasma é uma evidência clara de que há mais entre o céu e a Terra do que podemos ver ou provar cientificamente. Para outros, esses fenômenos podem ter explicações ainda desconhecidas ou simplesmente serem ilusões criadas pela mente humana. O fato é que o ectoplasma, com toda a sua aura de mistério e suas possíveis implicações, continua a ser um dos temas mais intrigantes no campo do espiritismo e dos estudos psíquicos. Sejam reais ou não os fenômenos, o ectoplasma nos desafia a olhar além do que é visível, e a considerar a possibilidade de que o desconhecido sempre estará presente em nossa busca por respostas sobre o mundo que nos cerca. Esse texto fornece informações sobre ectoplasma, fenômenos mediúnicos e o trabalho de W. J. Crawford. Qual é a posição da Ciência dentro da doutrina espírita? Temos indiscutivelmente que a ciência é inegavelmente indispensável à evolução da metodologia espírita. Tanto o é verdadeiro este conceito dentro dos aspectos metodológicos espiritistas que a todo tempo, inconscientemente, em nossas conversações sobre a vida moral ou
O Aprimoramento dos Métodos Espíritas

O Aprimoramento dos Métodos Espíritas só poderá ser discutido quando esclarecermos alguns pontos de sua prática, e começaremos com o conceito de terapia. Podemos considerar que terapia representa um conjunto de práticas, mas que visam o reestabelecimento do equilíbrio e da harmonia de um indivíduo e, portanto, o terapeuta será a pessoa que possua os conhecimentos indispensáveis sobre os processos intrincados que regem a relação mente e corpo. O Aprimoramento dos Métodos Espíritas em suas funções terapêuticas O Aprimoramento dos Métodos Espíritas em suas funções terapêuticas, portanto, impõe necessariamente o conhecimento de certos conceitos básicos: Quando falamos, portanto, em conhecimentos indispensáveis obviamente estamos a considerar que toda e qualquer prática terapêutica estará condicionada a estudos e experimentações científicas, bem como atualizações sistematizadas para que criemos uma metodologia que assegure resultados concretos e eficazes. O Aprimoramento dos Métodos Espíritas e seu conjunto de etapas Um método científico é um conjunto de etapas que deve ser seguido para que um estudo seja considerado científico. Conquanto será sempre o método científico que validará uma pesquisa como um conhecimento verdadeiro, livre de conceitos prévios ou subjetividade dos pesquisadores. As etapas do método científico envolvem: A Comunidade Espírita e as Bases de Estudo Trouxemos até aqui uma informação útil à lembrança da comunidade espírita de como Allan Kardec organizou a literatura básica e norteadora dos princípios estruturantes do espiritismo: ciência, filosofia e religião. Gostaríamos, no entanto, que este conteúdo alcançasse o maior número possível de espiritista ou simpatizantes da doutrina espírita para as questões que abordaremos à seguir, pois que, normalmente, não encontramos espaço nos núcleos espíritas para dialogação ou estudos sérios no campo da ciência espírita. É claro que consideramos a existência de lideranças centralizadas interessadas em nortear os rumos dos movimentos espiritistas. Tais lideranças, muito bem-intencionadas, mas sem o know how próprio dos experimentadores científicos, baseiam suas pesquisas em inúmeras obras literárias e passam a orientar as associações espiritistas sobre “COMO FAZER” -, isso ou aquilo. Assim é que acontece a propagação do MÉTODO empregado nas casas espíritas, absolutamente carecente de validação científica, portanto, passando à categoria de pseudociência; conquanto, isso não signifique que não ocorra efeitos patentes e benéficos através da terapêutica magnética. Mas se Kardec recomendou-nos a necessidade de considerarmos o casamento da ciência e do espiritismo é porque este último, o espiritismo, poderia ofertar à humanidade muito mais do que vem ofertando atualmente. O Suporte para Aprimoramento dos Métodos Espíritas Muito embora não se cumpram as exigências para que a metodologia espírita tenha um condão científico, outras pesquisas sérias, realizadas por autoridades científicas, no campo da energia e matéria (aura, ectoplasma, etc); assuntos bem difundidos também no seio espírita, nos permitem considerar que todo o indivíduo ou grupo tem certo potencial para produzir efeitos benéficos e/ou curativos uns sobre os outros. É isso que confia às técnicas espiritistas a valoração de prática terapêutica, sem, contudo, haja registros ou relatórios científicos conclusivos; ou seja, comprovando-se pela repetição satisfatória dos resultados obtidos, que a metodologia proposta realmente está validada cientificamente. O que estamos a apresentar até o presente momento, aparentemente, pode até parecer uma tese complicadora para o cenário da terapêutica espírita; no entanto, asseguramos que, sem fuga do caráter esclarecedor da doutrina espírita, nossas considerações não são fruto de personalismo ou utopia. E se ainda aparentar mera utopia, lembre-se de que a utopia de hoje será a realidade no amanhã. O Aprimoramento dos Métodos Espíritas – O Espiritismo e a Ciência Justificamos tudo o que dissemos até agora, baseando-nos em o livro A Gênese. No capítulo primeiro, o mestre lionês, Allan Kardec, já nos esclarecia de que o Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. A Ciência Espírita – José Herculano Pires Já em o livro Ciência Espírita, do autor, José Herculano Pires (página 13) encontramos um trecho significativo que passaremos a compartilhar: “Depois de Kardec ninguém mais pesquisou e os espíritas se entregaram a rememorar os feitos do passado. Se tivéssemos feito isso, simplesmente isso, já teríamos mantido viva a tradição doutrinária, vigorosamente apoiada em séries infindáveis de pesquisas mundiais, realizadas por nomes exponenciais das Ciências.“ “Mas a verdade é que não houve solução de continuidade na investigação, mas simples diversificação das experiências em várias áreas culturais, acompanhada de renovações metodológicas.“ “A escassez do elemento humano interessado na busca da realidade pura não lhe permitiu a expansão necessária.” Invariavelmente testemunhamos este desinteresse na busca da verdade em muitos núcleos espíritas por onde passamos. Intentar qualquer conversação amigável quase nunca é visto com bons olhos. A preservação de velhas práticas aparentemente é a predileção dos associados mais antigos que lideram seus grupos com mãos de ferro. Sãos os famigerados “donos do centro” que respeitam e admiram reciprocamente apenas àqueles que lhes compartilham o ideal. Herculano Pires ainda nos alerta em sua obra que: “A Ordem Divina é regida por Deus, mas a ordem humana é dominada pelo homem, no aprendizado da vida terrena. Se não conseguirmos despertar os homens para o urgente desenvolvimento da Ciência Espírita, nada mais teremos do que a cultura terrena em que vivemos, de olhos fechados para o alvorecer dos novos tempos.” Quando a Metodologia não se Torna Eficiente Há muito percebemos um aumento exponencial do número de consulentes que recorrem às instituições religiosas como último recurso para atenuar seus sofrimentos de variada ordem. No mesmo ritmo, portanto, observamos que os resultados por eles obtidos após a Terapêutica Espírita nem sempre correspondem às suas necessidades, ao menos parcialmente. Há ainda um sem número de pessoas a permanecer longo tempo estagiando no mesmo círculo de perturbação sem aparente evolução. É claro que, deveremos considerar, que os padecimentos que se estabelecem no organismo humano, muita vez, representam perturbações crônicas tratáveis e não curáveis (passes e radiações – capítulo 7); enfim, se originaram na alma e se enraizaram no corpo e o melhor a oferecer a este indivíduo, além da terapêutica espírita