Pré-Encarnatória: Fase de Preparação e Período Crítico na Jornada da Alma

Pré-encarnatória. O que significa esta fase? A sabedoria de Joanna de Ângelis revela que a encarnação não é um evento que se completa simplesmente ao nascimento. Segundo seus ensinamentos, há um período crucial que precede a encarnação plena, e esse período se estende desde a infância até aproximadamente os 7 anos de idade biológica. Este artigo explorará o que representa profundamente para a jornada espiritual de cada indivíduo essa fase chamada pré-encarnatória ou pré-reencarnatória. Pré-Encarnatória: Conceituação e Significado do Termo Joanna de Ângelis ensina que a infância é um período de preparação crucial para a encarnação plena, li sobre isto em o livro Adolescência e Vida. Durante os primeiros anos de vida, a imunodefesa psíquica do indivíduo reencarnado ainda não está completamente desenvolvida. Isso torna esse período uma fase pré-encarnatória, na qual a alma ainda está se ajustando ao corpo físico e ao ambiente terreno. Os Chakras da Criança: Fundamentais para a Vitalidade Humana Um aspecto essencial durante o período pré-encarnatório é o estado dos chakras da criança. Especialmente o chakra raiz, responsável pela conexão com a energia telúrica e pela vitalidade humana, ainda não está completamente desenvolvido. Isso significa que a criança não está pronta para exercer plenamente suas funções energéticas, como coletar o fluído cósmico universal e nutrir as camadas do corpo espiritual e físico. Pré-Encarnatória: A Importância da Preparação Adequada Durante a Infância Durante esse período pré-encarnatório, é crucial que os cuidadores e educadores compreendam a importância de fornecer um ambiente seguro e amoroso para a criança. É necessário cultivar um ambiente que promova o desenvolvimento saudável dos chakras e da imunodefesa psíquica, permitindo que a criança se torne mais resiliente e equilibrada ao longo de sua jornada. Nutrindo a Alma À luz dos ensinamentos de Joanna de Ângelis, fica claro que a infância é um momento crítico na jornada da alma. Durante esse período pré-encarnatório, a criança está se adaptando ao corpo físico e ao ambiente terreno, enquanto seus chakras e imunodefesa psíquica ainda estão em desenvolvimento. Ao compreender e honrar esse período de preparação, podemos ajudar a nutrir a alma da criança e prepará-la para uma encarnação plena e significativa. A Presença do Anjo Guardião: Um Guia Constante na Jornada Espiritual Além de Joanna de Ângelis esclarecer a importância do período pré-encarnatório na infância, outros autores espirituais também destacam a presença do anjo guardião como um guia espiritual essencial. Durante os primeiros anos de vida, o anjo guardião está mais presente, oferecendo proteção e orientação mais intensas. À medida que a criança cresce, o anjo guardião continua a acompanhá-la, comparecendo em momentos de aflição ou perigo e sempre que solicitado. Compreender essa conexão com o anjo guardião é fundamental para uma vida mais significativa e proveitosa. Um amigo: O anjo guardião O anjo guardião estará presente sempre ao nosso lado desde o início da preparação para a nossa reencarnação, mais permanentemente até os 2 anos da infância e, ocasionalmente, em vários momentos do dia até que se complete o ciclo biológico do sétimo ano de vida. Após este período ele terá mais liberdade para comparecer junto ao seu tutelado sempre que sentir-lhe em aflição ou perigo, ou, ainda, quando esse rogar por sua presença. É importante que se compreenda que não andamos absolutamente sozinhos na jornada de aprendizagem – na Terra ou no Céu -, portanto, é pela ligação consciente com o nosso anjo guardião e, todos os temos, que asseguramos uma vida mais proveitosa ante as necessidades de crescimento. Nisso reside, mais uma vez, como sempre gostamos de lembrar, a importância da prece e da meditação em vários momentos do nosso dia a dia. A Ação Transformadora da Prece: Um Encontro com o Divino A prece é uma prática ancestral que transcende as fronteiras do tempo e do espaço, uma invocação que estabelece uma ponte entre o homem e o ser a quem se dirige. Segundo “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a prece pode assumir diversas formas: seja um pedido, um agradecimento ou uma glorificação. E o alcance dessa prática é amplo, podendo ser direcionada para si mesmo, para outros vivos ou até mesmo para os mortos. Quando nos dirigimos a Deus em oração, os Espíritos incumbidos da execução de Suas vontades nos ouvem. Quem atende minhas orações? E quando buscamos a intercessão dos bons Espíritos, nossas preces são levadas até Deus. O Espiritismo esclarece que, mesmo ao orar a outros seres que não a Divindade, estamos recorrendo a intermediários, pois nada acontece sem a vontade de Deus. O entendimento espírita da ação da prece é profundo. Ele nos revela que o pensamento, impulsionado pela vontade, é transmitido através do fluido universal que preenche o espaço. Assim como o ar conduz o som, esse fluido transmite o pensamento, estabelecendo uma corrente fluídica entre os seres, encarnados e desencarnados. Essa explicação visa tornar compreensíveis os efeitos da prece, mostrando sua ação direta e efetiva, sempre subordinada à vontade de Deus. Por meio da prece, o homem obtém o auxílio dos bons Espíritos, que o sustentam em suas boas resoluções e lhe inspiram ideias saudáveis. É uma fonte de força moral que o capacita a superar dificuldades e a retomar o caminho reto caso tenha se desviado dele. A prece nos protege do mal? A prece, além disso, pode desviar de si os males que atrairia por suas próprias faltas, proporcionando-lhe um escudo espiritual diante das tentações. Assim, compreendemos que a prece não é apenas uma prática mística, mas sim um meio poderoso de conexão com o divino e de transformação interior. É um instrumento que nos possibilita buscar orientação, força e proteção, guiando-nos em nossa jornada espiritual e auxiliando-nos a viver de acordo com os desígnios superiores. Leia também o artigo em que falamos sobre o Princípio Inteligente e seu Desenvolvimento CLICANDO AQUI E entenda por que muita gente critica ou abandona o espiritismo simplesmente por não se esforçarem por compreende-lo em seus fundamentos: CLIQUE AQUI Espero que este artigo tenha te ajudado de alguma forma. Comente o que você compreendeu sobre o nosso
O Desenvolvimento do Espírito: Da Criação à Plenitude

Espírito: O Desenvolvimento da Infância à Plenitude Desde os primórdios de sua formação, o Espírito não desfruta imediatamente da plenitude de suas faculdades. O Espírito passa por estágios de desenvolvimento, começando por uma fase inicial puramente instintiva e de crescimento gradual em direção à maturidade espiritual. Espírito: Sua Origem Instintiva Conforme ensinado em “O Livro dos Espíritos”, uma obra fundamental da Doutrina Espírita, o Espírito não surge plenamente desenvolvido, mas sim em um estado instintivo – princípio inteligente -, comparável à infância humana, portanto, desprovido de experiências passiveis de prover processos de cognição. Nesse estágio inicial, o Espírito está apenas começando sua jornada de aprendizado e evolução, e suas faculdades ainda não estão completamente desenvolvidas. Paralelos com a Vida Humana Assim como uma criança humana passa por um período de crescimento e desenvolvimento antes de alcançar a maturidade, o Espírito também atravessa estágios de evolução. Nestes estágios, indispensavelmente, incluem-se todas as experiências de aprendizado, autodescoberta e aprimoramento de suas habilidades espirituais decorrentes dos períodos de vida corpórea e extracorpórea. Espírito e seu Processo de Evolutivo Ao longo de suas múltiplas encarnações, o Espírito progride gradualmente, adquirindo conhecimento, sabedoria e virtude. Cada vida vivida proporciona novas oportunidades de crescimento e aprimoramento, permitindo que o Espírito avance em sua jornada em direção à plenitude de suas faculdades intelectivas e espirituais. Portanto, ao considerarmos a pergunta sobre se o Espírito desfruta da plenitude de suas faculdades desde o início de sua formação, a resposta é não. É através de um processo contínuo de evolução espiritual que o Espírito alcança seu potencial máximo e atinge a maturidade espiritual, saindo, portanto, da interação instintiva com a vida de relação para um estado de consciência cada vez mais evoluído até atingir a perfeição. Preparando uma Existência Futura mais Confortável: A Importância da Atuação Humana no Presente Na jornada espiritual delineada em “O Livro dos Espíritos”, uma pergunta crucial é levantada: Será possível para o homem, durante sua vida atual, preparar-se para uma existência futura menos repleta de adversidades? A resposta é encorajadora: sim, é possível. O homem tem o poder de moldar seu próprio destino espiritual, reduzindo as dificuldades que enfrentará no caminho. Espírito e a Importância da Preparação Ativa O Espírito que responde à pergunta ressalta que o homem pode, de fato, influenciar o curso de sua existência futura através de suas ações no presente. Ao agir com diligência, sabedoria e virtude, o homem pode minimizar as dificuldades que encontrará em sua jornada espiritual. Este ensinamento ressalta a importância da preparação ativa e consciente para o futuro, em vez de simplesmente aceitar passivamente os desafios que possam surgir. Esta explicação é um verdadeiro refrigério para as consciências que se veem acrisoladas no equívoco do paradigma do carma como sendo uma destinação inalterável e que se deva aceitar. A própria doutrina espírita não nos recomenda o sentar de braços cruzados e aceitar qualquer coisa ou circunstancia passivamente, muito pelo contrário, ensina-nos a resignação sobre aquilo que é educativo e necessário que experimentemos. Nesta conceituação se encontram as expiações e as provas. A primeira de caráter meramente educativo, que poderá ser minimizada à medida em que seu objetivo – o aprendizado – vai se perpetrando. Naturalmente, como o próprio nome sugere, a segunda – as provas – remetem à necessidade de consolidar ou confirmar o propósito de mudança assumido conscientemente pelo indivíduo a partir de seu aprendizado sobre as escolhas mais justas e úteis para sí e para os outros. Portanto em expiação e provas não nos confundamos com a ideologia do código de Hamurabi: O Código de Hamurabi, na história, foi o primeiro código de leis; vigorou na Mesopotâmia e que atualmente corresponde aos territórios do Iraque, Irã e Jordânia, no Oriente Médio. Quando Hamurabi governou o primeiro império babilônico, entre 1792 e 1750 a.C. Esse código se baseava na Lei do Talião, que punia um criminoso de forma semelhante ao crime cometido, ou seja, “olho por olho, dente por dente”. Reduzindo as Adversidades do Caminho Assim, embora seja impossível evitar completamente todos os desafios e provações da vida, é possível diminuir sua extensão e intensidade através de uma vida bem vivida. O homem que busca o crescimento espiritual, pratica a bondade, a justiça e a compaixão, e procura aprender com suas experiências está, de fato, preparando-se para uma existência futura mais suave e gratificante. O Papel da Ação Consciente A mensagem transmitida é clara: a complacência não é uma opção para aqueles que desejam moldar seu próprio destino espiritual. Apenas aqueles que se esforçam para avançar, que estão dispostos a aprender e crescer, podem esperar uma existência futura menos prenhe de amarguras. A chave para uma vida futura mais satisfatória reside na ação consciente e na busca constante pela melhoria espiritual. Portanto, ao considerarmos a questão de se é possível para o homem preparar-se para uma existência futura menos prenhe de amarguras, a resposta é afirmativa. Através de suas ações no presente, o homem pode influenciar significativamente o curso de sua jornada espiritual, reduzindo as dificuldades que encontrará no caminho. É através da diligência, da sabedoria e da prática da virtude que o homem pode moldar seu próprio destino espiritual e criar uma existência futura mais harmoniosa e gratificante. Resumidamente: Sua destinação está em suas próprias mãos! >>Mais artigos…
Espiritismo: Por Que Muitos Não Se Sentem Atraídos Pelos Ensinamentos?

Você já se perguntou por que algumas pessoas que têm contato com o espiritismo não se sentem impulsionadas a seguir seus ensinamentos? A resposta pode estar na maneira como encaramos essa doutrina. Muitos chegam ao espiritismo em busca de uma solução rápida para seus problemas, mas acabam se decepcionando ao descobrir que essa não é a proposta central da filosofia espírita. O espiritismo nos ensina que a plenitude e a felicidade verdadeira não são alcançadas de forma imediata, mas sim como resultado de um processo de aprendizagem ao longo de várias existências. A ideia de que tudo se resolve de forma rápida e instantânea vai de encontro aos princípios do espiritismo, que preconiza que há mérito para todas as conquistas feitas ao longo dos tempos em demorados ciclos evolutivos de desenvolvimento intelectual e moral transpassados em múltiplas vidas. Além disso, é importante compreender que o espiritismo não se resume apenas à crença na imortalidade da alma e na ideia de reencarnação. Embora esses aspectos sejam fundamentais, a doutrina espírita abrange uma gama muito mais ampla de conhecimentos. Envolve a ciência dos fenômenos psíquicos, como a mediunidade, mas vai além, explorando questões filosóficas, científicas e religiosas. O espiritismo é um verdadeiro conjunto de saberes que demanda estudo, reflexão e vivência para ser compreendido em sua totalidade. Allan Kardec magistralmente produziu ao longo de aproximadamente 12 anos inúmeras obras cuja compreensão não se alcançará por uma simples leitura. Espiritismo: Elevando a Percepção sobre sí e sobre a Vida É preciso estudo sistemático e coletivo para que as inteligências se associem de forma colaborativa para a boa compreensão: Em se tratando das obras fundamentais da doutrina espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, O Céu e O Inferno -, estas 5 obras foram trazidas ao Codificador (Allan Kardec) por inteligências superiores diretamente ligadas ao Cristo Planetário, portanto, é muita pretensão dizer-se espírita simplesmente por se ter lido qualquer uma delas, uma ou outra vez. A lei da impermanência impõe-nos que nada permanece por muito tempo da mesma forma, inclusive nossa visão de mundo se modificar a cada nova experiência. Os ensinamentos do Cristo, através do Espiritismo, contém um sem número de nuances que, a cada nova experiência individual humana, renova-se também, pari passu, nossa concepção sobre a vida. Com os estudos espíritas tomados séria e sistematicamente, amanhã a vida como a entendemos se resignificará a iluminar mais ainda a nossa mente. Por isso costumamos dizer que o espiritismo ainda será luz para a humanidade nesta e noutras eras e por milhares de anos: É somente assim que o espiritismo é capaz de ajudar aquele que sabe se ajudar. Nem o espiritismo tampouco as outras religiões serão capazes de modificar a condição humana para melhor, se o protagonista da vida não desejar ser feliz pelo próprio mérito. Não é a religião que faz melhor o homem. É o homem que precisa compreender a função das religiões para se tornar melhor, até que a unicidade de propósitos do coletivo humano se converta em religião única: A LEI DO AMOR. Mas por enquanto estamos só a nos rotular espiritistas. Conquanto lembremos de que ser espírita não se trata apenas de aceitar dogmas ou crenças, mas sim de buscar o entendimento profundo das leis naturais que regem o universo e nossa própria existência. Portanto, para aqueles que buscam uma compreensão mais profunda da vida e de seu propósito, o espiritismo oferece um caminho de crescimento e evolução. No entanto, é necessário abandonar a expectativa de soluções rápidas e entender que o verdadeiro progresso espiritual é construído gradualmente, ao longo de várias experiências e aprendizados. O espiritismo é muito mais do que uma simples resposta para problemas imediatos ou associação de pessoas motivadas em difundi-lo pelo mundo, antes de fazer cresce-lo em si mesmo. É uma filosofia de vida que nos convida a refletir sobre nossas ações, a buscar o autoconhecimento e a evoluir constantemente em direção à plenitude e, por consequência, à felicidade verdadeira, cujas diretrizes são a lei de justiça, amor e caridade, não apenas na forma discursiva, mas sentida e experimentada pelas próprias ações. Espiritismo: Críticas e a Complexidade da Filosofia Desde seu surgimento como a chamada 3ª Revelação, a Doutrina Espírita, tem despertado interesse, mas também enfrentado críticas e incompreensões. Entre aqueles que se deparam com essa doutrina, há os que a abraçam com fervor, os que a rejeitam veementemente e os que simplesmente a ignoram. Mas o que motiva essas diferentes reações? Além das inúmeras pessoas que encontram no espiritismo uma fonte de consolo, orientação e esclarecimento, existem desde o seu princípio os detratores da Doutrina Espírita. Esses críticos são aqueles que, presos aos estímulos da matéria, não conseguem enxergar além do que é tangível. Os sentidos materiais, quando utilizados como única ferramenta para compreender a vida, limitam-se a perceber apenas a superfície dos fenômenos, deixando de lado aspectos mais sutis e profundos da existência, como a vida mental ou psíquica e a dimensão quintessenciada que dizem respeito a natureza espiritual que nos é própria. Curiosamente, dentro da própria comunidade espírita, também encontramos uma diversidade de visões e posturas em relação à doutrina – isto é plenamente normal – e concebível no plano da consciência individualizada. Allan Kardec, o codificador do espiritismo, já identificava essa variedade de posicionamentos entre os adeptos: Portanto, diante dessa diversidade de perspectivas, é fundamental compreender que a Doutrina Espírita não se resume a um conjunto de crenças ou práticas. O espiritismo é um sistema filosófico complexo, que aborda questões que vão muito além do plano material e que, portanto, exige não só busca exterior como também muita introspecção para reconhecer na própria alma as diretrizes divinas nela insculpidas desde a sua origem. Para aqueles que se dispõem a explorar seus ensinamentos com mente aberta e coração sincero, o espiritismo oferece não apenas respostas para os questionamentos existenciais, mas também um caminho de autoconhecimento e crescimento espiritual. Lembremos, assim, o quanto de responsabilidade compete à Comunidade Espírita que muita